Vale a pena viajar de navio com bebê?

A minha experiência com viagem de navio com bebê aconteceu quando fizemos um cruzeiro nos meses de junho e julho, alto verão, por 11 noites que saía de Roma, passava por Itália, Malta, Grécia, Croácia e Eslovênia, terminando em Veneza, com a companhia Oceania no navio Riviera.

Confira abaixo os pontos altos e os pontos baixos de fazer este tipo de viagem em um navio de luxo com bebê.

Pontos altos

Para mim, qualquer viagem de navio tem como ponto alto a comodidade. É a oportunidade de conhecer diversos destinos sem ter que fazer check in / check out em hotéis diferentes, pegar voos, arrumar e desarrumar mala várias vezes. Você fica confortável ali por aquele período e eu acho este o ponto mais alto dos cruzeiros.

O roteiro também foi um ponto alto, pois voltei para lugares que já conhecia e tinha adorado como Sorrento e Taormina, e conheci tantos novos como Dubrovnik e Montenegro. Estava muito quente, então caminhar nos centros históricos com bebê nesta época foi um pouco custoso em alguns dias, mas o roteiro em si foi lindo.

A gastronomia do navio era de alta qualidade. O Oceania Riviera tem 2 restaurantes que não precisa reservar, sendo que o estilo self service era o meu preferido, com milhares de opções como lagosta, salmão, camarão, carne, estação de massas, pizzas, comida japonesa, saladas, ovos… Tinha muitas opções bem saborosas, algumas feitas na hora ali na nossa frente.

Era sem erro, poderia comer lá todo dia e sempre teria algo para provar, e para o meu filho também era bem fácil. O outro era um restaurante mais sofisticado, com menu à la carte. E aí tinha também os restaurantes menorzinhos com suas especialidades, de carne, asiático, francês e italiano. Reservamos todos com antecedência mas só fomos em 2. No final, acabamos cancelando a reserva do francês e do italiano e ficamos no self service que funcionava melhor para nós com o bebê.

A equipe do navio sempre fazia uma sopinha para o meu filho também, cada dia com legumes diferentes – superatenciosos. O chef sempre vinha falar com a gente, brincar com o bebê. Este foi outro ponto alto, o serviço e o atendimento. Muito gentil e cuidadoso.

Pontos fracos

O navio não tem nenhuma estrutura kids tipo um kids club, mas isso eu já sabia e, para mim, não foi um ponto fraco, pois o meu filho é muito pequeno e nem aproveitaria tanto. Mas, como para algumas pessoas pode ser um problema, vale pontuar.

Mas o que foi mais frustrante para nós é que não sabia que bebês que usam fraldas não podem usar a piscina. O meu filho (com 1 ano e 2 meses) usou uns 3 dias sem ninguém falar nada, mas depois vieram pedir para tirá-lo da água. Imagina só que balde água fria!

Pedimos um encontro com o general manager do navio. Ficamos bem chateados porque estava um calor insano e a piscina era o atrativo maior pra ele no cruzeiro, mas regras são regras. Essa informação é superimportante para famílias que viajam com bebês em cruzeiros.

Outro ponto negativo, e que me surpreendeu tanto quanto a história da piscina, é que não tinha um fraldário no navio inteiro! Não tinha nenhum banheiro com trocador. Então, tinha que improvisar, trocá-lo em cima de mesas e bancadas, ou leva-lo até a cabine mesmo. Isso foi um pouco chato.

Se colocar na balança, achei que valeu a pena, sim, viajar de navio com bebê. Mas se soubesse destes pontos negativos antes, teria alinhado melhor minha expectativa. Por isso, espero que ajude você a ponderar sobre este tipo de viagens com crianças pequenas e fazer a sua escolha.

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Ana Maria Junqueira é a idealizadora do blog Magari Blu e fundadora da premiada agência de viagens Magari Blu Viagens. Escreve sobre viagens, faz a curadoria de todo o conteúdo que você vê por aqui e organiza roteiros personalizados e reservas.