Tour Jordânia: Mar Morto

Desde pequena, ouvia falar no Mar Morto, aquele mar em que as pessoas não afundam, só boiam… Sempre tive uma enorme curiosidade para vivenciar essa experiência e estar no ponto mais baixo do mundo! E valeu muito a pena.

*O porquê do nome

É chamado de “mar morto” pois praticamente não há vida em suas águas, salvo alguns tipos de bactérias e algas. Isso acontece devido à grande quantidade de sal existente, que é cerca de 10 vezes maior que a dos demais oceanos. Os peixes que desaguem do Rio Jordão no Mar Morto não resistem e perdem a vida de imediato.

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Mar Morto e o sal acumulado junto às pedras
Foto: magari blu

*Por que visitá-lo na Jordânia?

Ele é, na verdade, um imenso lago de água salgada entre Jordânia e Israel. Está localizado no ponto mais baixo do mundo, a – 417 metros do nível do mar. Por ser algo tão diverso do que estamos acostumados, não dá para passar pela Jordânia sem visitá-lo. E o bacana de curtir as águas mais salinizadas do planeta do lado jordaniano é que, ao contrário de Israel, as praias são todas privadas e pertencem aos hotéis.

Com isso, os pontos de banho no mar são bem mais tranquilos e exclusivos. Dá tanto para se hospedar por uma ou duas noites em algum hotel, período suficiente para conhecer a região, ou então passar só o dia em algum deles, mediante pagamento de uma taxa de uso.

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Mar Morto
As montanhas ali na frente são de Israel
Foto: magari blu

*Por que as pessoas não afundam no Mar Morto?

A gente boia no Mar Morto em razão da alta concentração de sal na água, que é mais densa do que qualquer outra água salgada ou doce no mundo! A entrada no mar, que se dá por um deck entre as pedras, não deve ultrapassar 20 minutos e alguns cuidados devem ser observados.

Primeiro, se você estiver com algum machucado ou corte, se prepare, porque vai arder! Além disso, não é bem divulgado o fato de que as pedras que ficam no fundo e junto à borda são bem cortantes. Basta encostar a mão ou o pé para rasgar a pele… Portanto, redobre sua atenção quando entrar, enquanto estiver na água, e ao sair. Não se deve ainda tentar mergulhar, encostar o pé no chão, abaixar a cabeça na água e nem beber a água do Mar Morto.

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Aviso: tempo máximo recomendado no Mar Morto:
20 minutos!
Foto: magari blu

Diante de tantas ressalvas, o ideal é realmente aproveitar e só boiar, relaxando! É divertido curtir como se estivesse deitado e também virar de barriga para baixo e ficar com as pernas para cima! A gente não afunda de jeito nenhum!

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Boiando no Mar Morto!
Muito divertido!
Foto: magari blu

Diversos tipos de sais compõem a sua água, sendo que muitos deles só são encontrados ali, inclusive na lama proveniente do Mar Morto. A lama é bem grossa, um pouco oleosa, e dá a impressão que vai impregnar na pele e no biquíni. A recomendação é de passá-la no corpo e no rosto (evite a área dos olhos) por 20 minutos e tirá-la depois na água do mar.

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O deck de entrada no Mar Morto e, em primeiro plano, o pote cheio de lama para passar na pele
Foto: magari blu

A boa surpresa é que a lama sai super facilmente e não mancha o biquíni não. Aliás, vale dizer, em praias particulares como a do Mar Morto, biquínis podem ser usados pelas mulheres sem problemas. Em praias públicas na Jordânia, entretanto, é de bom tom usar maiô inteiro. Afinal, estamos em um país muçulmano com costumes bem diferentes dos nossos, ainda mais na praia!

Depois do banho de lama, a pele fica bem macia! Inúmeros cosméticos são desenvolvidos com matéria do Mar Morto e da sua lama. Dá até para levá-la para casa, para passar como máscara para o rosto ou para o corpo. Hidratantes, xampus, sabonetes, esfoliantes, loções pós-barba… São incontáveis os produtos. As marcas que testamos e aprovamos são a Fortune e a Dead Sea Treasures, mas com certeza outras são igualmente boas.

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Os produtos do Mar Morto da marca Fortune:
Creme para as mãos, hidratante e sabonete em barra à base de lama
e a própria como máscara para o rosto
Foto: magari blu

*Onde ficar?

Os hotéis na região são novos, e alguns dos selos mais conhecidos no país estão à beira do Mar Morto. A novidade é o Crowne Plaza, inaugurado em 2013. São 430 quartos, todos com vista para o mar e com terraço, além de oferecer a maior praia de lá, 5 piscinas e club lounge.

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Crowne Plaza: o mais novo resort no Mar Morto
Foto: magari blu

O Thalgo Spa do hotel é bem bacana, enorme, e tem até mini Jacuzzis para os pés, cuja água pode ser misturada à do Mar Morto, e piscinas aquecidas, de águas doce e salgada.

Onde encontrar:
www.ihg.com

Já o Kempinski é o maior resort da Jordânia, com 345 acomodações, entre suítes, quartos, penthouses e villages – que têm o lobby separado. A Royal Villa, por exemplo, tem 475 m², mais piscina, jacuzzi, spa e praia privativos.

Duas das piscinas do Kempinski com a vista para o Mar Morto Foto: magari blu

Duas das piscinas do Kempinski com a vista para o Mar Morto
Foto: magari blu

Todos os quartos têm também vista para o mar e terraço e comportam 2 adultos e uma criança por acomodação. O kids club dá uma mão para entreter os pequenos durante o dia. É um hotel espetacular!

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As villas do Kempinski
Foto: magari blu

Onde encontrar:
www.kempinski.com

E, por fim, mais uma opção de hospedagem é o Mövenpick, onde ficamos durante a nossa estada no Mar Morto. O hotel é charmoso, mais genuíno, dividido em blocos cor de areia que se integram à paisagem. É mais antigo que os demais, portanto tem uma decoração rústica, praiana, e não tão moderna como no Crowne e no Kempinski.

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Os blocos de apartamentos do Mövenpick
Foto: magari blu

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Uma das piscinas do Mövenpick
Foto: magari blu

Movenpick às margens do Mar Morto Foto: magari blu

O hotel às margens do Mar Morto e com vista para as montanhas de Israel
Foto: magari blu

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A pequena praia de areia do hotel.
Dali, se desce pelos degraus da escada até as pedras para entrada no mar
Foto: magari blu

Onde encontrar:
www.moevenpick-hotels.com

*Onde comer?

Para almoço ou jantar, as opções são os próprios hotéis. Portanto, vale a pena aproveitar as refeições para conhecer os demais resorts do Mar Morto – ou fazer um belo tratamento nos spas!

*Quando ir?

O ideal é agendar sua viagem durante a primavera (abril a junho). Quando eu estava lá, no final de novembro, o tempo estava ótimo com temperaturas amenas, mas muitas e muitas moscas ficavam sobrevoando à nossa volta. O outono, por mais estranho que possa parecer, é uma época ruim sob esse aspecto. E é na primavera que elas dão uma trégua.

As moscas incomodam, claro, mas se a sua disponibilidade para visitar o país for no outono, que é baixa temporada e o clima é igualmente agradável, faça esse esforço de ignorá-las porque não são inoportunas o suficiente para estragar a viagem! O verão por lá, entretanto, deve ser evitado, pois o clima fica extremamente quente e seco.

Ana Maria Junqueira está sempre viajando pelo mundo. É editora do Magari blu, consultora em viagens e a embaixadora de viagens da Perrier no Brasil.