Tour Jordânia: Amã

Magari blu embarcou numa viagem por 10 dias pela Jordânia, passando por mares, rios, montanhas e desertos, descobrindo locais incríveis que devem entrar na lista de desejos de qualquer viajante. Hoje, começamos nosso tour pela porta de entrada no país, a capital Amã.

Conhecida como a cidade branca, em razão das construções feitas de calcário, Amã é uma metrópole. Diversos arranha-céus estão sendo construídos na parte da Cidade Nova e serão lançados nos próximos anos.

É ponto estratégico para o início de uma jornada pela Jordânia, inclusive por abrigar o aeroporto internacional. A chegada também pode ser feita via Aqaba, cidade à beira do Mar Vermelho, que recebe voos vindos de outros países como a Turquia.

Apesar de hoje abrigar 2 milhões de pessoas, Amã é uma das cidades continuamente habitadas mais antigas do mundo. Está no alto das montanhas, que chegam até a 1.400 metros de altitude. Perde um pouco para tantas outras maravilhas naturais que a gente vê pelo país, mas vale a parada.

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Amã vista da Citadela na Cidade Velha
Foto: magari blu

A visita vale a pena por algumas razões. Primeiro, porque ali já começamos a mergulhar na história do povo, ou melhor, de tantos povos que passaram por aquela terra e contribuíram para a nação que é hoje a Jordânia. Segundo, pela comida – deliciosa! E, por último, mas não menos importante, pelo clima montanhoso, que pode ser extremamente agradável em diversas épocas do ano.

*O que fazer?

Começamos nosso tour por Amã com uma visita às ruínas da Citadela. E a nossa dica é que a faça com um guia, porque as ruínas são de diferentes períodos, e remetem a culturas tão diversas, como grega, romana, bizantina e otomamana. Sem uma explicação, fica difícil compreender tantos detalhes (veja a indicação de guia que fala português ao final desta página). A história de Amã remonta a 17.000 aC, no período paleolítico. Os romanos a chamavam de Philadelphia e a partir de 633 dC é que Amã foi assim nomeada pelos muçulmanos.

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Entrada da Citadela com as placas e períodos da história de Amã
Foto: magari blu

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Igreja bizantina na Citadela
Foto: magari blu

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A igreja de perto
Foto: magari blu

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Entrada da igreja
Foto: magari blu

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A cúpula (reformada) de madeira
Foto: magari blu

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Mais cliques da Citadela
Foto: magari blu

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Foto: magari blu

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Ruínas gregas
Foto: magari blu

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Foto: magari blu

Além da Citadela, vale também visitar a Mesquita Rei Abdullah I, que recebe turistas. As mulheres devem passar pela lojinha para cobrir os cabelos e as roupas, com tipo uma capa/vestidão. Você pode usar o capuz ou o seu próprio lenço, e as simpáticas vendedoras te ajudam a colocá-lo da maneira apropriada.

A fachada da Mesquita Foto: magari blu

A fachada da Mesquita
Foto: magari blu

Nas mesquitas, homens e mulheres rezam separadamente. Em nenhuma delas se entra usando sapatos, que são deixados nas prateleiras junto à porta. A sala principal é a dos homens, forrada com carpete vermelho com linhas e estrelas. Na parede, os horários do dia para a reza, começando pelo nascer do sol. A oração é voltada, claro, para Meca. A sala das mulheres é menor, mais simples, e durante a nossa visita é onde estão algumas mulheres sentadas em cadeiras, numa roda, conversando.

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Interior da Mesquita Rei Abdullah I
Foto: magari blu

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Detalhe do tapete da mesquita
Foto: magari blu

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Interior da mesquita
Foto: magari blu

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Quando em Amã…
Foto: magari blu

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Alcorão
Foto: magari blu

*Onde comer?

A comida árabe da Jordânia é um caso à parte. E é bem diversa da do Brasil. A mim, parece menos condimentada e a textura de algumas pastinhas como o hommos é bem diferente. Sim, é melhor! 😀

– A Rainbow Street é uma rua super viva à noite, com comércio aberto até tarde, restaurantes, bares e gente jovem caminhando ou curtindo seu arguille. Vale lembrar que nos países muçulmanos, na sexta não se trabalha (como se fosse o nosso domingo), então o agito acontece às quintas e às sextas à noite. Mas sem álcool, por causa da religião. E domingo é como se fosse segunda-feira.

A nossa dica na Rainbow Street é o Sufra, restaurante bem charmoso instalado em um antigo casarão de uma família armênia. No verão, as mesas são montadas no terraço e o clima é muito agradável. A nossa visita aconteceu no inverno, mas o salão interno é igualmente delicioso. Foi o melhor falafel da viagem!

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Pão e falafel do Sufra: deliciosos!
Foto: magari blu

Bonita é um restaurante bem tranquilo, em clima familiar, comandado de perto pela proprietária. Na porta ao lado, está o bar e, escadas acima, uma pensão com poucos quartos que recebe, principalmente, mocinhas que se aventuram sozinhas pela Jordânia. A comida do Bonita também vale a visita! E depois dá para esticar a noite no bar para fumar arguille.

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Jantar no Bonita
Foto: magari blu

*Onde ficar?

A nossa escolha em Amã foi o Intercontinental, que eu recomendo. O hotel está bem localizado, tem um ótimo serviço, academia, piscina e quartos bem confortáveis.

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Hotel Intercontinental Amman
Foto: magari blu

Visitamos ainda o Sheraton e o Four Seasons, outras excelentes opções de hospedagem em Amã. O Sheraton oferece, entre os 278 quartos, os club rooms nos 7º e 8º andares, que dão acesso ao club lounge, com mordomias como café da manhã e check in separados.

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Sheraton
Foto: magari blu

O Four Seasons de Amã é dito como o hotel com os maiores quartos da Jordânia. O menor deles tem 43m². As camas também são um atrativo, com até 2x2m. E está localizado em uma das altas colinas da cidade.

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Four Seasons
Foto: magari blu

*Quando ir?

As estações na Jordânia são inversas às brasileiras. Amã está no alto das montanhas, então costuma ser mais fria que outras cidades, especialmente as litorâneas. A melhor época para visitá-la é a primavera, quando as temperaturas são amenas e agradáveis, tanto em Amã, quanto em outras localidades. No outono, é bem tranquilo de ir para a Jordânia também, pelo clima, e é baixa temporada. No verão é absurdamente quente e não vale a pena… No alto inverno, pode nevar na capital!

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Amã debaixo de neve neste inverno
Foto: Luay Abu Hawas

*Religião, costumes e segurança

A Jordânia é um país muçulmano mas são sunitas (não xiitas). Por essa razão, são bem religiosos mas sem radicalismos. As mulheres cobrem os cabelos, a maioria com véus coloridos e estampados. Não se vê muita burka. As turistas podem circular como estão acostumadas, mas devem evitar roupas curtas ou decotadas. Amã é uma cidade acostumada a receber viajantes de todo o mundo, portanto dificilmente você se sentirá um peixe fora d’água ali.

É importante dizer que o país é bem seguro. A Jordânia não está envolvida em nenhum tipo de conflito interno e nem com outros países vizinhos e, ainda, a segurança é alta com relação a moradores e visitantes. Não é preciso tomar grandes precauções para ir ao país, fora as que devem ser tomadas em qualquer lugar do mundo. Mulheres sozinhas podem passar férias por lá tranquilamente. Aconselharia a contratação de um guia, além do aprendizado, por causa da barreira da língua e pelas explicações dos costumes – que são bem distintos dos nossos no Brasil. Assim fica difícil dar uma bola fora!

*Indicação de guia local que fala português:
Luay Abu Hawas: [email protected]

*Confira mais dicas da Jordânia aqui!

Ana Maria Junqueira está sempre viajando pelo mundo. É editora do Magari blu, consultora em viagens e a embaixadora de viagens da Perrier no Brasil.