Roteiro em Israel

Tendências em viagens por Rogéria Pinheiro

Pegando carona na viagem do Magari blu pela Jordânia, falaremos do vizinho Israel, que, juntos, podem ser uma combinação incrível para a viagem. O destaque vai para Tel Aviv e Jerusalém. Muito além da religiosidade!

Israel tem a costa oeste banhada pelo Mar Mediterrâneo, água de um tom azul profundo e cristalino em praias mais que badaladas, como as Praias Gordon e Hilton em Tel Aviv – point animadíssimo da turma LGBT que, inclusive, é super bem-vinda na cidade, diferentemente de outros destinos do Oriente Médio.

TEL AVIV 3

Tel Aviv no verão
Foto: Divulgação/Go Israel

A rica e intensa Tel Aviv surpreende os mais desavisados, que esperam encontrar na cidade uma sobriedade que, devo dizer, passa bem longe de lá. Tel Aviv é o centro cultural de Israel, perfeita para os amantes de uma boa diversão. Vibrante, é o lar de renomados DJs da cena da música eletrônica internacional, além de oferecer gastronomia refinada, boulevards super agradáveis cheias de lojas, antiquários e cafés.

TEL AVIV 4

Tel Aviv
Foto: Divulgação/Go Israel

A história da cidade começa em Jaffa ou Yafo, 3.000 anos atrás. Reserve uma tarde para almoçar e depois percorrer as charmosas ruelas e o Gan HaPisga, Jardim do Pico, que abriga restaurantes, galerias de arte e lojas de artesanato local, além de observar as construções e as muralhas da cidade antiga a partir do calçadão à beira mar.

OLD JAFFA

Old Jaffa
Foto: Divulgação/Go Israel

OLD JAFFA PORT

Porto de Old Jaffa
Foto: Divulgação/Go Israel

De volta a Tel Aviv, vale a visita ainda ao Museu da Terra de Israel e ao Museu de Arte de Tel Aviv, os mais importantes entre os mais de 20 museus da cidade. Para entrar no clima dos mercados, o Carmel é uma ótima pedida, localizado em Yemenite Quarter, é um dos maiores mercados a céu aberto do país. Vende de frutas a roupas e acessórios e é o coração da cidade!

TEL AVIV MERCADO CARMEL

Mercado Carmel em Tel Aviv
Foto: Divulgação/Go Israel

Há muito para ver em Israel, mas depois de uma parada estratégica em Tel Aviv, o melhor é seguir direto à tão esperada Jerusalém! A capital tem o poder de avivar todos os sentidos, tantas são as sensações vividas por lá!

OLD CITY E CUPULA DA ROCHA

Cidade Velha e a Cúpula da Rocha
Foto: Reprodução

Berço das três religiões monoteístas mais importantes – judaísmo, islamismo e cristianismo -, é um centro religioso muito rico, e, ainda para os que não se interessam por religião, é um mergulho na história, afinal são mais de 6 mil anos para se explorar.

Cidade Velha em Jerusalém

Cidade Velha em Jerusalém
Foto: Divulgação/Go Israel

A cidade exibe uma beleza peculiar e visitar Jerusalém é se perder pelas estreitas ruelas da Cidade Velha, cheia de mercados coloridos. O local, por 18 séculos, esteve sob o domínio estrangeiro, mas os judeus sempre estiveram por lá, e afirmam ser maioria desde 1870.

jerusalem-bazar-

Bazar em Jerusalém
Foto: Divulgação/Go Israel

Desde 1981, a área murada do século XVI é tombada como Patrimônio da Unesco e entre os 8 portões estão diferentes estilos arquitetônicos, línguas e mercados, cada um em seu bairro: judeu, armênio, cristão e muçulmano.

MERCADO

Mercado israelita
Foto: Divulgação/Go Israel

Street food.jpg_norm

Comida de rua em Jerusalém
Foto: Reprodução

No bairro judeu, está um dos lugares mais sagrados para o seu povo, o Muro das Lamentações. Último vestígio do templo de Herodes, foi erguido há mais de 2 mil anos. Lá se reunem no Shabat e em feriados nacionais, fazem orações e é onde acontece a introdução de adolescentes na Lei dos Judeus.

JERUSALEM MURO DAS LAMENTAÇOES E CUPULA DA ROCHA

Muro das Lamentações
Foto: Divulgação/Go Israel

No quarteirão cristão, há mais de 40 igrejas, monastérios e albergues que foram construídos para os peregrinos. O ápice da visita é a Igreja do Santo Sepulcro, ou a Igreja da Ressurreição, que, de acordo com a tradição cristã, foi o lugar no qual Jesus foi crucificado e enterrado depois da sua caminhada final pela Via Dolorosa ou Estações da Cruz. Já para os muçulmanos, a Cúpula da Rocha no Monte Moria é considerado o local mais sagrado.

Não deixe de ir ao Museu do Holocausto, o maior museu do mundo dedicado ao massacre de 6 milhões de judeus na II Guerra Mundial. Lá estão expostos depoimentos, objetos pessoais das vítimas e uma rua de um campo de concentração é reproduzida com artigos originais.

Jerusalém também oferece uma cena gastronômica de altíssimo nível, capaz de agradar aos paladares mais exigentes, além de excelentes hotéis.

A partir de Jerusalém, é possível também fazer um passeio de um dia inteiro ao Mar Morto e dar aquele “mergulho” nas águas mais salinizadas do mundo.

MAR MORTO

Mar Morto em Israel
Foto: Divulgação/Go Israel

No caminho, a parada obrigatória é Massada, um dos lugares mais excitantes e mais procurados por quem visita Israel. O local conta uma história de perseverança e poder, fé e rendição, aspirações e até um fim trágico. No topo de uma íngreme montanha, com vista para o deserto no ocidente, e para o Mar Morto no oriente, a incrível história do local revela a coragem de seus defensores e toda sua luta contra os invasores romanos.

MASSADA 2

Massada
Foto: Reprodução

MASSADA

Massada
Foto: Divulgação/Go Israel

A melhor época para visitar o país é entre abril e maio e entre setembro e outubro, mas podem ser períodos bem concorridos devido aos principais feriados judaicos. Uma dica para se preparar para a viagem é ler o livro “De Amor e Trevas”, do israelense Amós Oz, que venceu o Prêmio Goethe em 2004.

*Formada em turismo, Rogéria Pinheiro é apaixonada por viagens e pela arte de fazer sonhos. Ao longo de 15 anos construiu uma sólida carreira no mercado de viagens de alto padrão e visitou destinos incríveis. Hoje atua com a sua consultoria especializada junto às mais sofisticadas agências e operadoras de viagens do Brasil. No Magari blu, apresenta aos leitores as tendências em viagens e o que está na moda pelo mundo do turismo.