O que fazer em Luang Prabang: 5 passeios imperdíveis

Esqueça um pouco os lindos templos budistas e hindus do sudeste asiático.

Ao chegar em Luang Prabang, o contato com os monges se dá na própria rua e o diferencial são as belezas naturais do Laos.

Anote o que não pode ficar de fora do seu roteiro:

(1) Alms Giving

Como contei aqui, Luang Prabang é o único local da Ásia onde os monges saem às ruas diariamente para receber doações de alimentos. É o Alms Giving.

Todos os dias, no amanhecer, eles percorrem a rua do mercado noturno enfileirados, e as pessoas ficam sentadas no chão ou em cadeirinhas baixas, enchendo seus cestos de comida, sobretudo sticky rice.

Eu com meu cesto de arroz Foto: Ana Maria Junqueira

Eu com meu cesto de arroz
Foto: Ana Maria Junqueira

Para participar, esteja pronto por volta das 5h30 e posicione-se em um espaço livre na citada rua onde acontece o mercado noturno. Use roupas longas, nada de joelhos e nem ombros de fora. Você pode prender também um tecido sobre apenas um dos ombros, como os locais fazem. E pés descalços para o contato com os monges.

Eles vêm em grupos, em silêncio. Não se deve cumprimentá-los, e nem olhá-los diretamente nos olhos (o que é difícil, em um momento tão mágico). Pode tirar fotos mas sem flash. Por ser durante o amanhecer, a luz é péssima e as fotos não ficam boas. Mas se desapegue disso; o que importa é a lembrança que ficará na sua memória, pois a câmera não consegue captar a energia e a tranquilidade que esses monges passam mesmo!

Participando do Alms Giving Foto: Ana Maria Junqueira

Participando do Alms Giving
Foto: Ana Maria Junqueira

A comida é feita pelos locais e, muito embora seja um pouco fora da intenção do ritual comprá-la já pronta, uma vez que o intuito é cozinhar para os monges, aos turistas não resta outra saída.

Alms Giving Foto: Ana Maria Junqueira

Alms Giving
Foto: Ana Maria Junqueira

Depois da peregrinação, caso seus cestos já estejam suficientemente cheios, os monges devolvem um pouco dos alimentos às pessoas simples locais, em um gesto de solidariedade que é lindo de se ver. A comida arrecadada é reunida e compartilhada entre todos os religiosos de cada templo, e servirá como alimento por todo o dia. Eles comem apenas uma vez por dia e, no dia seguinte, o próximo Alms Giving irá abastecê-los.

Alms Giving Foto: Ana Maria Junqueira

Alms Giving
Foto: Ana Maria Junqueira

Dá para assistir, sem participar. Mas se tiver um pouquinho de vontade que seja, eu recomendo o esforço de acordar cedo e preparar-se para o ritual. Imperdível.

(2) Cachoeiras Tat Kuang Si

A cerca de 1 hora de Luang Prabang estão provavelmente as cachoeiras mais lindas que você já viu. Não são altas e nem com um imenso volume d’água como as Cataratas do Iguaçu ou as Victoria Falls. O que impressiona é a cor da água, azul e verde, emana vida!

As cachoeiras Tat Kuang Si ficam a cerca de 40 minutos de Luang Prabang Foto: Ana Maria Junqueira

Cachoeiras Tat Kuang Si
Foto: Ana Maria Junqueira

A coloração é por conta do fundo de limestone e algumas são multi-camadas. Dá para entrar na água e eu recomendo, se o tempo não estiver muito frio. Tem um vestiário, precário, mas onde dá para se trocar. Leve toalha.

Cachoeiras Tat Kuang Si Foto: Ana Maria Junqueira

Cachoeiras Tat Kuang Si
Foto: Ana Maria Junqueira

Cachoeiras Tat Kuang Si Foto: Ana Maria Junqueira

Cachoeiras Tat Kuang Si
Foto: Ana Maria Junqueira

Planeje-se para sair por volta das 8h da manhã do hotel, pois pela manhã, o local é bem mais vazio e entrar na água por volta das 10h é o timing perfeito – a partir das 11h já começa a encher.

Cachoeiras Tat Kuang Si Foto: Ana Maria Junqueira

Cachoeiras Tat Kuang Si
Foto: Ana Maria Junqueira

Borboleta no Parque de Kuang Si

Borboleta no Parque de Kuang Si

Para ingressar no Parque Tat Kuang Si é necessário pagar uma taxa de cerca de 20.000 kip. Antes de chegar às cachoeiras, estão ursos pretos asiáticos resgatados e que são cuidados pelo parque. Dá para avistá-los a partir de um deck de madeira.

Não é possível alimentar os ursos - ufa! Foto: Ana Maria Junqueira

Não é possível alimentar os ursos – ufa!
Foto: Ana Maria Junqueira

O ursos estão isolados por cercas e alambrados e o deck de visualização fica um pouco mais alto. Dá para vê-los bem!

O urso preto Foto: Ana Maria Junqueira

O urso preto
Foto: Ana Maria Junqueira

Olha outro! Foto: Ana Maria Junqueira

Olha outro!
Foto: Ana Maria Junqueira

Os funcionários escondem a comida e os ursos depois saem à caça de alimento.

O urso preto se alimentando Foto: Ana Maria Junqueira

O urso preto se alimentando
Foto: Ana Maria Junqueira

(3) Elephant Camp Shangri-Lao

Um pouco fora do centrinho de Luang Prabang, a 3km do vilarejo de Ban Xieng Lom, está o Shangri-Lao, um santuário de elefantes mantido no mesmo local em que Dr. Neis, um explorador francês do século 19, desbravou a área em 1883.

O termo “Shangri-La” vem de Xiangbala e tem origem no tripitaka do budismo tibetano. Tem um senso de “jardim do Éden”, de utopia…

No Shangai-Lao saem expedições com elefantes. Para montar e descer do animal, só por meio de uma construção de madeira alta o suficiente, pois os animais não se abaixam para as pessoas subirem no seu lombo como fazem, por exemplo, os camelos.

O "embarque" e o "desembarque" é assim Foto: Ana Maria Junqueira

O “embarque” e o “desembarque” é assim
Foto: Ana Maria Junqueira

Os passeios saem em direção ao rio Nam Kahn, atravessando, inclusive o rio com o elefante. Depois seguimos por uma trilha pela mata e pudemos nos revezar para sentar no pescoço do elefante e ter a sensação de que estávamos dirigindo-o, pelo tempo que quiséssemos.

Eu no pescoço do elefante Foto: Ana Maria Junqueira

Eu no pescoço do elefante
Foto: Ana Maria Junqueira

Para montar no pescoço do elefante, recomendo usar calça comprida. Eu comprei uma baratinha no mercado, com esse tipo de estampa de elefante mesmo, bem tradicional do sudeste asiático.

Passeio com elefante Fotos: Ana Maria Junqueira

Passeio com elefante
Fotos: Ana Maria Junqueira

No final, um almoço montado com vista para mais uma das belas cachoeiras do Laos…

O almoço montado durante o passeio Foto: Ana Maria Junqueira

O almoço montado durante o passeio
Foto: Ana Maria Junqueira

A volta foi a pé numa trilha (dica: vá de tênis), um trecho feito de barco, e dá ainda para dar um mergulho em uma das cachoeiras do complexo se quiser. Uma experiência que fica na memória.

Retorno de barco pelo rio Foto: Ana Maria Junqueira

Retorno de barco pelo rio Nam Kahn
Foto: Ana Maria Junqueira

(4) Mercado noturno

O “night market” de Luang Prabang, como já vimos aqui, é o que mais vale perder um tempinho durante a viagem.

Mercado noturno de Luang Prabang Foto: Ana Maria Junqueira

Pashminas e tecidos no mercado noturno de Luang Prabang
Foto: Ana Maria Junqueira

O mercado é instalado em barracas por toda a rua, que ocupam balcões e o próprio asfalto, com os mais variados produtos: bolsas, carteiras, toalhas de mesa, almofadas, vestidos, bijuterias e assim por diante.

Mercado noturno de Luang Prabang Foto: Ana Maria Junqueira

Objetos de prata no mercado noturno de Luang Prabang
Foto: Ana Maria Junqueira

Mercado noturno de Luang Prabang Foto: Ana Maria Junqueira

Artesanato em madeira no mercado noturno de Luang Prabang
Foto: Ana Maria Junqueira

O artesanato é colorido e original, e os preços ainda não estão inflacionados de olho nos turistas. São muito baratos e, ainda assim, têm margem para negociação.

Carteiras, nécessaires e bolsinhas no mercado noturno de Luang Prabang Foto: Ana Maria Junqueira

Carteiras, nécessaires e bolsinhas no mercado noturno de Luang Prabang
Foto: Ana Maria Junqueira

(5) Rio Mekong

O rio Mekong é um dos maiores rios do mundo e tem 1.535km. Nasce no Tibet, passa por China, Myanmar, Tailândia, Laos, Cambodia e Vietnam.

Rio Mekong Foto: Ana Maria Junqueira

Rio Mekong
Foto: Ana Maria Junqueira

A água é cor de terra, por conta da erosão dos barrancos ao longo da margem.

Rio Mekong Foto: Ana Maria Junqueira

Rio Mekong
Foto: Ana Maria Junqueira

Dá para caminhar pela margem do Mekong, fazer um passeio de barco pelo rio e até ver as cavernas Pak Ou, que abrigam centenas de imagens de Buda. Seja qual for a sua escolha, não deixe ao menos de contemplar o rio em Luang Prabang.

Monges atravessando ponte sobre o rio Mekong Foto: Ana Maria Junqueira

Monges atravessando ponte sobre o rio Mekong
Foto: Ana Maria Junqueira

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Ana Maria Junqueira está sempre viajando pelo mundo. É editora do Magari Blu, consultora em viagens e a embaixadora de viagens da Perrier no Brasil.