Isso pode ser chamado de simpatia?

Eu ainda estou tentando entender o perfil dos italianos. Longe de mim querer generalizar, até mesmo porque detesto quando os gringos, ao descobrirem que sou brasileira, comentam que não sabiam que existem brasileiros de cor branca, me mandam sambar ou acham que no Brasil só tem carnaval.

Esse tipo de ignorância me tira do sério, então jamais tentaria colocar um rótulo na italianada. Porém algumas situações merecem destaque e estão fazendo parte da minha análise do perfil psicológico do italiano.

Em nenhum outro lugar eu tive o (des)prazer de abrir a conta do restaurante e me deparar com o número de telefone do garçom. O espanto foi tamanho que, ao levantar a cabeça, me deparei com ele sorridente dizendo “eu saio às 22h30, se você quiser dançar, tomar um negocinho…”.

E, se não bastasse, para minha agenda também entrou o telefone de um taxista:

– Olha, aqui está meu cartão, tem meu número de telefone. Me liga pra gente comer uma pizza.

OI?

Se alguém se interessar…
Foto: magari blu

 

E por aí vai. De “você é a Miss Brasil?” até “escuta, vou numa tratoria com a minha família perto da sua casa, se quiser nos encontrar será um prazer”, eu já escutei de tudo dos taxistas italianos. É, você leu certo: sim, dos taxistas!

Entretanto, fora os taxistas e garçons (!), os italianos no geral não têm muita delicadeza com as mulheres não.

Não dão passagem para uma mulher primeiro e já chegou até mesmo ao ponto de eu abrir a porta para eu passar, um homem me fechar tipo Schumacher na Fórmula 1, e passar pela porta que EU estava segurando. Será que ele achou que abri a porta para ele? Não é possível!!

Dias de chuva em ruas lotadas então são um mata-mata de jogo de futebol. Você leva cada guarda-chuvada na cabeça e ninguém se preocupa em se desculpar, em pedir licença, em dar um sorrisinho ao passar.

Alguma coisa está errada por aqui e quando eu descobrir eu conto…