Huahine na Polinésia Francesa

Por Bia Parra

Partindo em um voo rápido de 40 minutos com a simpática Air Tahiti Nui, do aeroporto de Papeete, chega-se a este paraíso ainda selvagem e muito preservado: Huahine.

Huahine
Foto: Bia Parra

A ilha é uma boa opção para quem busca uma alternativa com bom custo-benefício, mas, ainda assim, exclusiva, intocada e charmosa.

Se você gosta de pedalar, é então um show à parte! São apenas 16 km de comprimento e uma largura máxima de 13 km de puro visual equivalente ao Jardim do Éden. Uma verdadeira selva tropical com plantações de côco, orquídeas de baunilha, bananeiras, campos de melancias –  e até enguias de olhos azuis em um lago de água doce.

Huahine
Foto: Magari Blu

Huahine
Foto: Bia Parra

Além de suas paisagens exuberantes e flores brilhantes, Huahine é também um santuário culturalmente preservado com templos sagrados escondidos, alguns dos quais se atribuem aos antepassados ​​originais dos taitianos, o povo lapita, por volta de 700 dC. Essa riqueza histórica é motivo de muito orgulho por parte da população local, que acredita ser a ilha mais pitoresca e autentica da Polinésia.

Huahine
Foto: Bia Parra

Huahine também é inspiradora em sua essência. O nome é uma variação da palavra taitiana vahine, que significa “mulher”, e a qual presumivelmente se refere ao topo de uma montanha, que lembra o contorno de uma mulher grávida. Sim, a ilha traz em seu nome o símbolo da fertilidade.

A cor do mar em Huahine
Foto: Bia Parra

Huahine
Foto: Bia Parra

Para uma hospedagem gostosa e totalmente integrada à filosofia do local, recomendo o Maitai Lapita Hotel. São bangalôs charmosos e amplos que, em sua simplicidade, agradam pelos detalhes e o serviço. Nada ostentação.

Maitai Lapita Hotel
Foto: Bia Parra

O restaurante Omai no próprio hotel merece um comentário à parte. A gastronomia fusion mistura sabores das cozinhas francesa e da tradicional polinésia, resultando em um momento muito especial.

Não poderia deixar de destacar, ainda, um passeio imperdível de dia inteiro chamado Land & Sea. É uma experiência muito gostosa na qual somos levados de barco para visitar uma fazenda de pérolas negras. Importante enfatizar que a fazenda é, em realidade, uma casinha de palafita no meio daquele mar imenso lindo, em que uma expert nos dá uma aula sobre a produção que faz das famosas pérolas, com aprendizado in loco. Não deixe de adquirir uma para chamar de sua; eu não resisti.

As pérolas negras de Huahine
Foto: Bia Parra

O passeio segue para uma Motu, ilha pequenininha e particular, na qual os moradores preparam o famoso poisson au lait coco, prato típico da região feito com cubos de peixe cru, limão, sal, legumes ralados e o leite de coco: simplesmente delicioso! A atmosfera simpática, o serviço simples e a natureza intocada me fizeram pensar que eu estava em um cenário de filme e que aquilo não podia ser real…

Huahine
Foto: Bia Parra

Huahine
Foto: Bia Parra

Uma boa caminhada para conhecer a Fare, a principal cidade, é obrigatória. Nas manhãs de domingo, quando o mercado ao ar livre traz caminhões de frutas e produtos para a orla, é possível presenciar o maior agito local. Todos os anos, em outubro, acontece o Hawaiki Nui Va’a, a maior corrida de canoas no Pacífico Sul, a qual começa exatamente na ilha de Huahine.

Por sinal, para os aventureiros, Huahine é um diversão, já que é possível curtir jet ski, 4×4, vela e pesca desportiva. A ilha também tem alguns dos melhores picos de surf no Pacífico Sul, particularmente no Ava Mo’a Pass perto do recife na Fare.

Bia Parra em Huahine
Foto: Magari Blu

Então já sabe, não é? Se quiser a minha opinião, se Huahine tem que estar no roteiro de qualquer viagem, para Polinésia Francesa? A resposta é com certeza – ainda mais para fazer um contraste entre outras opções superluxo da região ou caso busque uma viagem dos sonhos com orçamento “pé no chão”.

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