Hotéis incorporados à natureza

Tendências em viagens por Rogéria Pinheiro

Continuando nossa reflexão sobre a busca por experiências mais enriquecedoras, percebemos uma forte tendência dos viajantes em optar por destinos e propriedades comprometidos com o meio-ambiente, seja por meio de construções de baixo impacto ou de ações diretas junto às comunidades locais.

Um exemplo desse tipo de hospedagem é o Mashpi Lodge, no Equador, há mais ou menos 2 horas e meia de Quito, concebido por Roberto Sevilha, ambientalista apaixonado e uma das figuras mais engajadas no país. O hotel é literalmente envolvido pela floresta andina, que tem uma das mais ricas biodiversidades do mundo.

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Mashpi Lodge
Foto: Divulgação

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Acomodação do Mashpi Lodge
Foto: Divulgação

A construção do Mashpi Lodge não permitiu que nenhuma árvore fosse derrubada e foram utilizadas as mais modernas técnicas de construção sustentável. A cozinha é outro destaque, que só usa ingredientes cultivados na região e, além disso, toda a equipe é local e tem muito orgulho de sua cultura.

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Trilha pela floresta
Foto: Divulgação

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Até uma bela cachoeira
Foto: Divulgação

Um jeito inusitado de explorar a floresta é com a “canopy gondola”! A partir deste mês, o “bonde aéreo” leva os viajantes para uma experiência no mínimo emocionante. Duas gôndolas deslizarão lentamente por 2 km de cabos suspensos, estrategicamente posicionados entre as árvores, por uma rota que desvendará a floresta literalmente sob outro ângulo – como a tirolesa que o Magari blu fez em Brotas.

Cruzando continentes, vamos rumo a outra floresta, dessa vez na Lapônia sueca! Lá está o Tree Hotel, que segue o mesmo conceito de compromisso com o meio ambiente, mas sem ser “ecochato”. Aliás, se há uma palavra que não combina com o Tree Hotel é chatice.

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Uma das suítes no meio das árvores
Foto: Reprodução

Concebido por arquitetos escandinavos, além de proporcionar uma experiência que para muitos sempre foi um sonho – ter uma casa na árvore -, este hotel alia de maneira magistral aventura e sustentabilidade. São 10 suítes, todas suspensas entre as árvores, e cada qual com um estilo único, criado para surpreender até o mais criativo dos viajantes. Os quartos são concebidos das mais variadas e inusitadas formas, como um cubo de espelho ou até mesmo um emaranhado de galhos que lembra um ninho. E, o mais interessante, sempre sem agredir a natureza.

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A suíte que é um cubo de espelhos e reflete toda a floresta
Foto: Reprodução

Os “treerooms”, como são chamadas as suítes, são aquecidos por piso radiante e a eletricidade é fornecida localmente a partir de energia hidrelétrica verde. Lá não há rede de esgoto! É usado um  inteligente e ecológico sistema de combustão, onde tudo é incinerado a 600 °C.

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O “treeroom” ninho de pássaros
Foto: Reprodução

Para chegar no hotel, deve-se tomar o voo de 1 hora que parte de Estocolmo a Lulea, e depois mais 1 hora de carro. Chega-se então ao vilarejo de Harads, com apenas 600 habitantes. A região é especialmente linda durante o verão, quando é possível apreciar o sol da meia noite depois de uma cavalgada ou caminhada pela floresta.

*Formada em turismo, Rogéria Pinheiro é apaixonada por viagens e pela arte de fazer sonhos. Ao longo de 15 anos construiu uma sólida carreira no mercado de viagens de alto padrão e visitou destinos incríveis. Hoje atua com a sua consultoria especializada junto às mais sofisticadas agências e operadoras de viagens do Brasil. No Magari blu, apresenta aos leitores as tendências em viagens e o que está na moda pelo mundo do turismo.