Dicas de Papeete, a porta de entrada na Polinésia Francesa

Por Bia Parra

A Polinésia Francesa não se trata apenas de um montão de ilhas lindas e um mar que acreditamos existir somente nos nossos sonhos – nem perto disso. Ela faz parte de um conjunto de arquipélagos riquíssimos em cultura, diversidade e mistura étnica que fazem com que seja um destino único e completo.

Num primeiro momento, as ilhas podem dar a impressão de serem parecidas, mas isso realmente não é verdade. Há diferenças de experiências entre elas tanto do ponto de vista de estrutura de hotéis e restaurantes, como também de natureza e paisagem.

São 120 ilhas divididas em 5 arquipélagos no meio do Oceano Pacífico: De La Societé; Australes; Gambiers; Tuamotu e Marquises.

Entre eles, Society Island (L’archipel de La Societé) concentra a maior parte das ilhas conhecidas pelos turistas subdividas em dois grupos, the Windward (les Iles du Vent) formado por Tahiti, Morea, Maiao, Tetiaroa e Mehetia, e Leeward Island (les Iles sous Vent), formado por Huahine, Raiatea, Tahaa, Bora Bora, Maupiti e as inabitadas Tupai, Mopelia, Scily e Bellingshausen.

Papeete é o ponto de chegada na Polinésia e é a capital da ilha do Tahiti. A ilha tem boas opções de hotéis e restaurantes, porém, por ser uma cidade relativamente grande, pode dar a impressão de não ser exatamente aquilo que imaginamos quando vamos para o Tahiti. Não se apresse em fazer nenhum julgamento, na verdade essa é uma parada estratégica e necessária para o sucesso da viagem – e as outras ilhas irão te surpreender depois desta parada!

*Como chegar?

Para quem vai do Brasil há duas opções de voo. A primeira, e até agora bastante utilizada, é via Santiago com parada na Ilha de Páscoa. Pessoalmente não é a minha preferida, pois o voo tem frequência semanal, ou seja, se for cancelado será possível embarcar apenas dali a uma semana… E também só é possível hospedar-se por períodos de 1, 2 semanas, e assim por diante. Não dá para escolher passar 5 ou 10 noites, por exemplo.

Assim, minha indicação é fazer o aéreo via Los Angeles, que tem frequência diária. São aproximadamente 12 horas de voo e, portanto, vai aqui outra dica que faz toda diferença! Separe cerca de 3 noites em Santa Mônica no início da viagem. Bom para descansar do longo percurso e ir se adequando ao fuso e, de quebra, desfrutar o lifestyle californiano com o melhor da região.

O voo de Los Angeles para Papeete também tem frequência diária e duração de aproximadamente 8h30. Essa parada em Papeete se torna fundamental, uma vez que os deslocamentos são muito longos até lá.

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*O que fazer?

Uma das experiências mais interessantes em Papeete é passear em um tipo de canoa tradicional das ilhas das Polinésia e que foram determinantes para o processo de colonização da região, considerado por muitos uma das maiores aventuras da humanidade.

Canoa típica da Polinésia Foto: Bia Parra

Canoa típica da Polinésia
Foto: Bia Parra

Essas canoas foram usadas como meio de transporte na Polinésia na colonização das ilhas do Pacífico, Polinésia Francesa, Havaí e Ilha da Páscoa. Os barcos eram extremamente simples e funcionais, feitos com ferramentas rudimentares de pedras, ossos e corais e dois grandes pedaços de árvore eram unidos e ganhavam uma vela central feitas de fibra de coco.

As aventuras realizadas em grandes distâncias percorridas em mar aberto fizeram com que essas embarcações se tornassem místicas e sagradas para estes povos. Ainda hoje é muito bacana observar a destreza que eles têm ao conduzir a canoa, pois utilizam apenas um pequeno remo e a larga experiência na movimentação das marés e dos ventos.

Nosso barqueiro, um jovem taitiano, ao longo das quase 4 horas de passeio, nos explicou aspectos da cultura local, da história da ilha e as famosas explorações do capitão britânico James Cook em 1769. Neste passeio é possível fazer mergulho e snorkeling, além de observar bem de pertinho os corajosos surfistas que praticam o esporte na arrebentação no meio da barreira de corais.

Também sugiro um passeio pela orla de Papeete e sua atmosfera de praia bem simpática. Tem várias lojinhas bonitinhas e um mercadão central, o Papeete Market.

Mercado de Papeete Foto: Bia Parra

Mercado de Papeete
Foto: Bia Parra

Particularmente adoro conhecer os mercadões pois diz muito de como as pessoas vivem seu dia a dia. O de Papeete não foge à regra. Frequentado pela população local, tem uma simpática simplicidade. São cores, cheiros e sabores. Na parte superior há pequenos restaurantes bem autênticos e gostosos – provei um dos melhores pratos locais, o famoso poisson au lait de coco, atum cru cortado em cubos, marinado no limão, sal e vegetais ralados, salpicados com leite de coco recém ralado e seu suco extraído na hora; simplesmente delicioso! Tenho que falar que já repliquei a receita duas vezes aqui no Brasil só para matar a saudade.

Mercado de Papeete Foto: Bia Parra

Mercado de Papeete
Foto: Bia Parra

Para um final de tarde a dica é desfrutar a piscina do hotel com um bom drink ao pôr do sol.

Caso não esteja em seu roteiro ficar em Morea, não há problema. Faça um passeio de full day, são apenas 17km, ou seja, 40 minutos de barco com ventinho no rosto, e aproveite para explorar essa ilha que é uma delícia. Vale a pena!

*Onde ficar?

Ao chegar em Papeete, minha dica é ficar duas noites, para dar uma quebra no longo deslocamento, no Hotel Intercontinental Tahiti.

Intercontinental Tahiti Resort & Spa Foto: Bia Parra

Intercontinental Tahiti Resort & Spa
Foto: Bia Parra

Apesar de ser um resort relativamente grande, é uma boa alternativa para chegada, pois fica a apenas 10 minutos do Aeroporto Internacional Faa’a, tem um ótimo serviço e uma aérea de piscinas bastante gostosa. Apesar de oferecer bangalô sobre as águas, este investimento pode ser reservado a outra ilha, na minha opinião.

Intercontinental Tahiti Resort & Spa Foto: Bia Parra

Intercontinental Tahiti Resort & Spa
Foto: Bia Parra

Intercontinental Tahiti Resort & Spa Foto: Bia Parra

Intercontinental Tahiti Resort & Spa
Foto: Bia Parra

Intercontinental Tahiti Resort & Spa Foto: Bia Parra

Intercontinental Tahiti Resort & Spa
Foto: Bia Parra

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