Cu Chi Tunnels: visita aos túneis dos vietcongues

A cerca de uma hora de carro de Ho Chi Minh, a antiga Saigon, está um dos maiores tesouros da história recente do Vietnam: os túneis construídos pelos vietcongues durante a Guerra do Vietnam.

Parte dos 270km de túneis está aberta à visitação. O nome da cidade é Cu Chi e, por essa razão, são chamados de Cu Chi Tunnels.

O local transformou-se em um museu a céu aberto com um dos “acervos” mais marcantes que já tive a oportunidade de ver de perto.

O complexo de Cu Chi Foto: Ana Maria Junqueira

O complexo de Cu Chi
Foto: Ana Maria Junqueira

Sem grandes tecnologias, os vietcongues apelavam para soluções baratas, espertas e eficazes durante a guerra. Além dos famosos túneis e buracos, faziam armadilhas escondidas pela selva e vestiam até mesmo as sandálias ao contrário, para enganar os americanos na direção das suas pegadas.

Um dos diversos tipos de armadilha dos vietcongues Foto: Ana Maria Junqueira

Um dos diversos tipos de armadilha dos vietcongues
Foto: Ana Maria Junqueira

Os túneis foram construídos para abrigo e moradia, e vão a até 10 metros de profundidade, em 3 níveis diferentes.

No desenho, os níveis abaixo da terra em Cu Chi Foto: Ana Maria Junqueira

No desenho, os níveis abaixo da terra em Cu Chi
Foto: Ana Maria Junqueira

É possível entrar em um buraco camuflado com folhas que, uma vez tampado, dificilmente o americano inimigo passaria por ali e desconfiaria que tinha alguém escondido embaixo da terra.

O buraco que fica camuflado com a tampa de folhas Foto: Ana Maria Junqueira

O buraco que fica camuflado com a tampa de folhas
Foto: Ana Maria Junqueira

O espaço é bem apertado, inclusive de largura, portanto pessoas mais fortes ou mais gordinhas nem devem se arriscar para não entalar!

Eu me arrisquei! Foto: Ana Maria Junqueira

Eu me arrisquei!
Foto: Ana Maria Junqueira

Os túneis em si são bem estreitos também, com exceção da entrada, adaptada para o ingresso dos turistas de maneira mais confortável.

A entrada do túnel Foto: Ana Maria Junqueira

A entrada do túnel
Foto: Ana Maria Junqueira

Aqui cabe uma pessoa normal de largura, mas certamente não na altura. Não precisa rastejar, mas andar agachado todo o tempo. Para eles, não era um grande problema, pois são pequeninos na estatura.

Por dentro do túnel Foto: Ana Maria Junqueira

Por dentro do túnel
Foto: Ana Maria Junqueira

Eu, claro, fiz questão de entrar – duas vezes, porque fui uma vez sozinha e depois com meu marido. Não sou claustrofóbica, não me senti mal por ser apertado, mas passei bastante calor.

Eu me arrisquei aqui também! Foto: Ana Maria Junqueira

Eu me arrisquei aqui também!
Foto: Ana Maria Junqueira

Os túneis têm saídas a cada 20 metros, portanto você pode escolher qual a distância que deseja percorrer lá embaixo. Nas duas vezes em que desci, peguei a primeira saída, pois não fiz questão de continuar em frente. Acredito que tenha dado já uma boa ideia de como são por dentro.

A saída do túnel Foto: Ana Maria Junqueira

A saída do túnel
Foto: Ana Maria Junqueira

Lá embaixo, existiam hospitais, salas e cozinhas, que são acessíveis para visita por fora mesmo, não por dentro dos túneis.

O hospital abaixo do solo: hoje, o teto está aberto na réplica para visitação Foto: Ana Maria Junqueira

O hospital abaixo do solo:
hoje, o teto está aberto na réplica para visitação
Foto: Ana Maria Junqueira

A chaminé era sempre mantida a uma boa distância de onde a cozinha realmente estava localizada. Caso os americanos avistassem a fumaça e destruíssem o local, certamente não haveria nada logo abaixo e nenhum vietnamita se feriria.

Réplica dos vietcongues Foto: Ana Maria Junqueira

Réplica dos vietcongues
Foto: Ana Maria Junqueira

Durante toda a visita é possível ouvir disparos de armas e metralhadoras – o que dá um toque de realidade (leia-se: guerra) ao local. Não, não se trata de um filme ou documentário que está passando em algum canto do complexo. É que dá para comprar balas e atirar em AK 47, M30, M60 e outras mais em uma área reservada para tanto.

Espaço reservado para os atiradores Foto: Ana Maria Junqueira

Espaço reservado para os atiradores
Foto: Ana Maria Junqueira

Não gosto de armas, quase não atirei, mas mudei de ideia antes de deixar Cu Chi e voltei para atirar de M30. Afinal, quando terei a oportunidade de descarregar uma metralhadora?! Mesmo não sendo fã de atirar, valeu a pena a experiência.

E me arrisquei aqui também! Foto: Ana Maria Junqueira

E me arrisquei aqui também!
Foto: Ana Maria Junqueira

*Importante:

Em Cu Chi, não é permitido ingressar nos túneis sem o acompanhamento do guia local. A entrada nos túneis, ainda, não é recomendada a visitantes com histórico de problemas cardiovasculares, pressão alta, doenças respiratórias como asma e tuberculose, artrite, reumatismo, pessoas que tenham medo do escuro e de locais estreitos, pessoas idosas com mais 70 anos e, claro, que tenham consumido bebidas alcoólicas.

Se você é ligeiramente claustrofóbico ou simplesmente tem aflição de lugares apertados, mas não quer deixar de ver de perto o túnel, espere para ingressar quando não tiver muita gente à sua frente e saia na primeira escada a 40 metros da entrada.

Cu Chi Foto: Ana Maria Junqueira

Cu Chi
Foto: Ana Maria Junqueira

*Como chegar?

O passeio leva meio dia e sugiro contratar um tour ou guia particular com carro para ir até Cu Chi, a partir de Ho Chi Minh.

O local tem muita história e você não vai querer perder nenhum detalhe, ainda mais em um local onde a palavra de ordem é ‘camuflado’.

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Ana Maria Junqueira está sempre viajando pelo mundo. É editora do Magari Blu, consultora em viagens e a embaixadora de viagens da Perrier no Brasil.