Butão: 10 dicas práticas

O Butão é um dos países mais isolados do mundo. Primeiro, geograficamente, pois está localizado junto da Cordilheira dos Himalaias, o que sempre dificultou seu acesso. Faz fronteira, ainda, com a China e a Índia.

Em segundo lugar, porque seu governo quis o manter assim. São poucos os voos que acessam o país e não é um destino barato, e nem que se possa fazer sem guia. Dificultar para preservar, diferentemente de outros países asiáticos.

Recomendo ficar cerca de uma semana, em pelo menos 3 paradas diferentes: Thimphu, Punakha e Paro, indicadas no mapa acima.

Bem-vindo ao Butão!
Foto: Ana Maria Junqueira

Confira 10 dicas práticas para planejar sua viagem ao Butão:

(1) Documentos

O visto para o Butão é necessário e deve ser solicitado com antecedência via agência de viagens. O valor é cobrado por dia e são cerca de USD 250 por dia por pessoa. Esta taxa cobre custos do visto, acomodação, transporte e alimentação e guias.

Quem se hospeda em hotéis de luxo têm valores diferenciados, portanto, o ideal é cotar caso a caso. É solicitado, também, certificado internacional de vacina contra a febre amarela para visitantes brasileiros.

Buddha Point na capital Thimphu
Foto: Ana Maria Junqueira

(2) Moeda

A moeda butanesa é o Ngultrum, que equivale a 5 centavos nossos. Rúpias indianas, dólares americanos e euro são facilmente aceitos também.

Ngultrum butanês
Foto: Reprodução

(3) Aéreo

Não existem voos diretos a partir do Brasil para o Butão. Na verdade, existem somente 4 cidades de onde se pode embarcar para chegar lá: Delhi, Kathmandu, Bangkok e Singapura. Portanto, você deve embarcar primeiro em um voo para uma destas cidades, para depois seguir para Paro, a cidade porta de entrada no país.

Os voos são operados apenas pela companhia (do rei) local, a Drukair.

O voo da Drukair sobre os Himalaias,
a única companhia que voa ao Butão
Foto: Ana Maria Junqueira

Dica: no voo a partir de Kathmandu, sente-se na janela do lado esquerdo da aeronave para ver o Monte Everest! Normalmente o piloto avisa quando está passando por ele.

(4) Passeios guiados

Necessariamente a viagem ao Butão tem que ser acompanhada por guia – não disse que é um dos países mais fechados do mundo?

Mantenha em mente que, ainda que não queira fazer uma viagem só focada em trekkings, o Butão é um país montanhoso (está na Cordilheira dos Himalaias) e pessoas que têm dificuldade de locomoção podem ficar desconfortáveis; sem contar que a cereja do bolo é a trilha montanha acima até os 3.120 metros de altitude no Tiger’s Nest – leia mais aqui. Portanto, para curtir o Butão como se deve, é necessário um mínimo de preparo físico.

Tashi, nosso guia no Butão
Foto: Marcelo Alabarce

(5) Transporte

Como não dá para visitar o Butão sem guia, a agência organiza também o seu transporte. Para fazer o roteiro Thimpu – Punakha – Paro, os deslocamentos são feitos de carro ou van.

O belíssimo Vale de Punakha
Foto: Ana Maria Junqueira

(6) Comida

A comida butanesa tem influências asiáticas diversas, sobretudo tibetana e indiana. Não existe oferta de restaurantes para sair para jantar à noite, pois os melhores restaurantes ficam nos hotéis mesmo.

Em cidades como Paro e Thimphu é possível reservar uma mesa em um dos hotéis mesmo sem ser hóspede. Já em Punakha, é um pouco mais complicado, pois hotéis como Aman e Como não recebem clientes de fora, com exceção daqueles recomendados pelo seu hotel ou agência. Portanto, normalmente as refeições são feitas onde se está hospedado.

Os menus costumam apresentar um mix de influências asiáticas e, também, ocidentais.

Almoço no hotel Uma by Como em Punakha
Foto: Ana Maria Junqueira

(7) Consumo animal

O país aboliu o abatimento de qualquer tipo de animal, mesmo para consumo da carne. Isso não significa que sejam veganos, no entanto, mas somente que bois, carneiros, frangos, peixes não podem ser abatidos dentro de território butanês, vêm importados de outros países.

Família trabalhando na terra
Foto: Ana Maria Junqueira

Não se vê, assim, criações de gado ou outros animais. Só vi muitos campos de arroz pelo caminho, secos por conta da estação.

Campos de arroz no Vale de Punakha
Foto: Ana Maria Junqueira

(8) Budismo

O Butão é um reino budista e isso se reflete não só em templos, mas, muito mais, nas ruas e nas pessoas. Nada de roupas curtas acima do joelho (para mulheres e homens) e nem ombros de fora em templos e locais sagrados. Ao entrar em cada templo, tire os sapatos, óculos escuros e chapéu ou boné.

Dzong, a sede administrativa e religiosa de Punakha no Butão
Foto: Ana Maria Junqueira

As bandeirinhas de oração são o cartão-postal do país. Mas, mais que bonitinhas e coloridas, o que é especial mesmo é o seu significado. Cada bandeira tem uma oração e são erguidas ao ar livre para que o vento espalhe suas preces e desejos para todos.

Bandeirinhas de oração no Tiger’s Nest no Butão
Foto: Ana Maria Junqueira

(9) Trajes típicos

Aqui, espere ver os butaneses vestindo os seus trajes típicos em seu dia a dia, como roupa mais formal. Não é só “para inglês ver” , eles realmente usam suas roupas locais para sair, trabalhar e estudar.

O homem veste gho, que se assemelha a um roupão preso por um cinto e que fica na altura dos joelhos.

Menininho brincando e vestindo seu gho
Foto: Ana Maria Junqueira

A mulher veste a kira. Comprido até a altura dos tornozelos, é tipo uma saia envelope com casaqueto ou um vestido inteiro preso com broches nos ombros e um cinto.

Butanesa vestindo kira
Foto: Ana Maria Junqueira

(10) País da felicidade

O Butão é conhecido mundialmente como o país mais feliz do mundo. Isso porque o rei estipulou o índice FIB – felicidade interna bruta como parâmetro para o sucesso do país. O cálculo é feito com base em pesquisas, que analisam condições básicas do ser humano (os butaneses têm acesso gratuito a educação e saúde, por exemplo), entre outros critérios.

Tem como não sorrir de volta?!
Foto: Ana Maria Junqueira

Mas, para quem vê de fora, o que parece ser mesmo a fonte de tanta alegria é a religião e o isolamento do mundo moderno. Os butaneses têm uma inocência e uma pureza que são difíceis de encontrar em outros lugares hoje em dia. São felizes, sim, como são as crianças! É lindo de ver e temos muito o que aprender.

*Leia aqui mais sobre o Butão.

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Ana Maria Junqueira é a idealizadora do blog Magari Blu e fundadora da premiada agência de viagens Magari Blu Viagens. Escreve sobre viagens, faz a curadoria de todo o conteúdo que você vê por aqui e organiza roteiros personalizados e reservas.