10 dicas para viajar com bebê

Viajar com bebê não é um bicho de sete cabeças. Basta organizar-se e planejar-se para não passar perrengue!

Depois de viajar bastante aos finais de semana e feriado e fazer duas viagens longas ao exterior, aprendi algumas táticas que facilitaram minha vida na hora de planejar uma viagem e de vivenciá-la com meu filho pequeno.

Confira as dicas:

  • Passagem aérea

Bebês até 2 anos incompletos podem viajar no colo e pagam uma tarifa com desconto, chamada Infant, que geralmente é de 10% do valor da tarifa do adulto. Esta não é uma regra absoluta, pois as companhias podem cobrar mais ou até o valor integral do bilhete. Mas geralmente é assim que funciona. Neste caso, seu bebê viaja no colo, não tem um assento para ele.

Se você preferir, você pode comprar um assento para o bebê e paga uma tarifa de criança. Ainda mais barata que a de adulto, mas mais cara que de bebê. Neste caso, ele tem uma poltrona pra chamar de sua, mas você deve levar uma cadeirinha, daquelas que usamos no carro mesmo, para prender no assento do avião.

A partir de 12 anos, a criança paga como adulto em todas as companhias aéreas.

  • Voo

As duas viagens que fiz com meu filho comprei o bilhete de bebê, a Infant. Ele tinha 8 meses e depois 1 ano e 2 meses (e fez 1 ano e 3 meses na viagem). Claro que quanto mais novinho o bebê, mais fácil, porque ele é menor de tamanho e se mexe menos… Na última viagem que fizemos, pra Itália, eu não consegui dormir, mesmo estando de executiva, porque ele se mexia demais.

Os voos que fizemos foram noturnos. A primeira viagem achei ótimo porque meu filho era menor e dormiu a noite toda. A segunda já foi mais difícil porque ele se mexeu bastante. Já ouvi relatos de mães que gostam mais do voo diurno, porque pelo menos não têm a necessidade de dormir e a mãe consegue descansar bem depois no destino na chegada. Ainda não testei, mas quando testar eu conto pra vocês.

Levei brinquedinhos e livro, coisas para ele segurar, brincar no voo. Mas o que ele gosta mesmo é de ficar vendo todo mundo, acenando para todos os passageiros. Quando bate o sono, ele fica sempre irritado porque tem aquela luz forte acesa, barulho das pessoas, e demora um pouco para conseguir dormir. Quando consigo fazer ele relaxar um pouco, cubro os olhos dele com uma fraldinha e isso o ajuda a dormir.

Na mala de mão, levo sempre papinha, fruta, água, leite (inclusive a lata aberta, porque se a mala extraviar, você tem leite em mãos para dar pro bebê), 3 trocas de roupa (já levei só 2 e passei aperto com fraldas que vazaram), muitas fraldas e pomada, fraldinha que ele usa de naninha, babador, meias, sorinho de nariz, uma mantinha… Ufa! As coisas que você usa no dia a dia e pode precisar no voo. Não economize nas fraldas e nas trocas de roupa.

  • Roteiro

Com criança pequena, quanto menos deslocamentos, melhor.

Primeiro, porque a mala é sempre grande. Temos que levar muita coisa deles e ficar arrumando/desarrumando mala é bastante cansativo.

Segundo, porque você consegue colocar uma rotina nele, dá tempo de ele se acostumar com o berço, você se organiza com as coisas do bebê, com as refeições dele e por aí vai. Viagens pinga pinga ficam muito cansativas.

  • Hospedagem

Apartamentos ou quartos de hotel com cozinha são ótimos para quem viaja com bebê. Além do espaço extra, você tem uma estrutura com pia, micro-ondas, geladeira, etc., que é bem útil com kids. Eu prefiro os hotéis que têm este tipo de acomodação, mais do que apartamento, porque tem serviço. Quando você viaja sem ajuda, ter ainda que arrumar tudo num apartamento pode ficar bem cansativo.

Nos quartos de hotel sem cozinha, encontro um cantinho no banheiro para deixar o escorredor de mamadeiras, que acho bacana levar. E conto com micro-ondas ou água quente de restaurantes e cafés para esquentar uma papinha.

Geralmente os hotéis têm berço e você tem que solicitar na reserva para não correr o risco de estarem todos ocupados na sua chegada. A maioria dos hotéis não cobra extra pelo berço. Eles oferecem também travesseiro e lençol, mas eu levo o travesseiro (pequeno) do meu filho nas nossas viagens.

  • Rotina

É difícil manter a rotina 100% do que você consegue fazer em casa. O meu bebê dormia um pouco mais tarde e acordava mais tarde todos os dias.

Mas conseguia manter as refeições nos horários que ele faz em casa, e se atrasava, não era muito. Com isso, as sonecas também ficavam próximas dos horários da rotina dele. Achei que isso ajudou bastante. Se tinha um dia em que algo saía muito fora – porque isso acontece, claro – ele ficava mais cansado e irritado. Então, acho importante tentar manter o máximo possível, principalmente a ordem que as coisas acontecem.

  • Alimentação

A minha preferência era sempre escolher algo do menu para o meu bebê. Fiz algumas tentativas, e ele adorou macarrão (apesar de na Itália ser “al dente”, mais durinho), lasanha, risoto, sopa, e pizza! Tinha certeza que ia adorar gnocchi mas não fez muito sucesso e carnes sem molho também não.

Eu levei algumas papinhas prontas industrializadas para emergências e comprei papinhas de lá. Eu levava sempre na bolsa, para dar em situações como falta de restaurante no lugar, ou restaurante que tem um menu sem muitas opções pra ele. Salvou muito em diversos momentos. No Brasil a gente encontra as papinhas de legumes com carne e arroz ou macarrão. Na Itália não encontrei papinha assim. Eram só de legumes ou só de algum tipo de carne. Então eu dava duas juntas! Não levei papinhas congeladas, porque achei que ia ser muito trabalhoso em uma viagem tão longa.

Carregava também papinha de fruta ou purê de fruta, que são bem úteis pois muito restaurantes só tem abacaxi, que não é tão fácil de bebê gostar!

Em casa nunca dou, prefiro sempre a comida fresquinha, mas a gente tem que desapegar um pouco em viagem pois muitas vezes.

A hora da refeição era uma hora que exigia mais paciência da nossa parte, porque dávamos a comida dele e depois pedíamos a nossa. Então, demorava! No jantar, algumas vezes a gente dava o jantar dele e comíamos em seguida, em outras, dávamos o dele, dávamos banho, colocávamos pijama, mamadeira, ele dormia no carrinho. E íamos jantar com o meu filho dormindo no carrinho. Esse esquema era muito tranquilo para a gente, pois conseguíamos comer mais tranquilos e até tomar um vinhozinho. Mas eu confesso que ficava com um pouco de aflição porque tinha sempre barulho nos lugares, barulho de rua… Mas ele dormia bem, e não senti de verdade que tenha impactado nas noites de sono dele.

  • Mala

Fiz uma mala como se fosse para uma viagem de 10 dias, mesmo que a gente tenha viajado mais de 1 mês para a Europa. Temos que ser práticas, porém sem exagero, para não ter que sair correndo para comprar um monte de coisas no destino.

Eu me arrependi de levar muitos brinquedos, pois mal usou, e sempre a gente compra alguma coisinha em viagem. Não levei brinquedos grandes, nem um monte, mas ainda assim não precisava ter levado mais do que levaria para entretê-lo no voo.

Fique atento, entretanto, sobre a franquia de bagagem do seu bilhete aéreo. Muitas tarifas não dão direito a bagagem para o bebê ou então dão direito a uma peça de 10 kg. A gente tem que ” entrar” na nossa franquia e tentar não pagar excesso. Eu não conseguiria nunca viajar só com 10kg na mala do bebê… Só as latas de leite que tive que levar já iam bater na franquia!

  • Roupas

No nosso Instagram @magariblu recebi diversas perguntas se eu lavei as roupas na viagem. Sim, todos os dias eu lavava alguma coisa do bebê no banheiro do hotel. Foram 32 dias de viagem, então eu não tinha nem como levar uma mala que não repetisse roupas dele ou minhas. Além disso, usei também lavanderia dos hotéis para algumas coisas.

  • Organização

Ser organizada ajuda muito numa viagem com bebê. Por exemplo, todo dia à noite, depois que ele dormia e já estávamos de volta ao hotel, mesmo se eu estivesse exausta, eu lavava as mamadeiras e as chupetas que estavam sujas daquele dia. Assim, ficava tranquila para o dia seguinte e não acumulava esse tipo de trabalho.

Espero que as dicas acima te ajudem a planejar sua viagem com bebê. É trabalhoso, sim, mas é maravilhoso ver o mundo sob os olhos dos nossos filhos.

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Ana Maria Junqueira é a idealizadora do blog Magari Blu e fundadora da premiada agência de viagens Magari Blu Viagens. Escreve sobre viagens, faz a curadoria de todo o conteúdo que você vê por aqui e organiza roteiros personalizados e reservas.